
Dia 9 de novembro.
Hoje sei que você vai morrer.
Inevitável.
O ato é inevitável.
Você diz que não agüenta mais, eu vejo.
Sei que acabou, o tempo, a madrugada mudou
e agora chega.
Não é mesmo?
Brindo sozinha à tua vida.
A tuas palavras, as que ficaram.
Vai, meu querido anjo torto.
Vai que a vida tem pressa
e a morte descansa.
Eu demorarei mais um pouco por aqui.
Qualquer hora (quem sabe?) eu te conheço.
***
escrevo num guardanapo.
por você.
porque escrevia em guardanapos
desejei um último brinde
por você
porque você partira antes de mim
adeus, amor, adeus, adeus
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