
Um passante
A vista turva e os sons, gemidos.
A mão sinuosa passou, deixou
o corpo todo em alarido.
Os lençóis jogados em torno
rasgou a alça do vestido
dentemordendo, bocas abertas
língua no ouvido.
De ondas calmas e certas
o ritmo se fez frenético
respiração curta, gemido
(e pensar que tudo veio de um papo poético)
Que noite...e a luz após! -Efêmero encontro
cujo movimento me fez gozar outra vez.
De manhã já foi, banho não tomou, calça mal vestiu
Não deixou nem um talvez
Longe daqui vai, amante.
Passou.
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